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“Tenho inveja do Maduro”, diz Eduardo Bolsonaro ao criticar prisão do pai

Por Dircélio Timóteo

“Tenho inveja do Maduro”, diz Eduardo Bolsonaro ao criticar prisão do pai
“Tenho inveja do Maduro”, diz Eduardo Bolsonaro ao criticar prisão do pai (Foto: Reprodução)

Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (12), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar as condições de detenção de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e fez uma comparação inusitada com o tratamento que, segundo ele, estaria sendo recebido pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro nos Estados Unidos.

Exilado nos Estados Unidos desde o fim de seu mandato, Eduardo afirmou sentir “inveja” de Maduro ao observar imagens que mostram o venezuelano circulando em um espaço mais amplo na prisão federal onde está detido em Nova York, enquanto, no entender dele, seu pai enfrenta restrições mais severas na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. 

“Quando você pensa que algo pode acontecer com Maduro, com certeza ele vai receber assistência médica adequada”, declarou Eduardo em sua publicação na rede social X, em comentário que criticou o acesso a cuidados de saúde dado a Bolsonaro após uma queda dentro da cela. 

A comparação provocou reações imediatas na esfera política. Para Eduardo, a situação enfrentada pelo ex-presidente — condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado e atualmente cumprindo pena no Distrito Federal — seria mais dura do que a de um líder político acusado em outro país. 

Ele também ressaltou que qualquer saída de Bolsonaro para atendimento externo depende de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, destacando a demora na liberação do ex-presidente para a realização de exames médicos após o incidente na cela. 

Na manhã desta terça (13), aliados como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e membros da família visitaram Jair Bolsonaro na sede da PF, em Brasília. A visita ocorre em meio a um debate ampliado sobre as condições de detenção e a resposta jurídica da defesa, que tem buscado alternativas, incluindo a transferência para prisão domiciliar. 

A declaração de Eduardo Bolsonaro reacende o foco sobre o tratamento de presos de alta notoriedade no Brasil e no exterior, enquanto a opinião pública segue dividida sobre os limites e as garantias do Estado em casos de detenção de figuras políticas controversas.