Trump sinaliza apoio aos protestos no Irã e endurece discurso contra repressão do regime
Por Dircélio Timóteo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se posicionar publicamente sobre a escalada de violência no Irã e fez um apelo direto aos manifestantes que ocupam ruas e instituições do país. Em publicação feita nesta terça-feira (13) na rede Truth Social, Trump encorajou a continuidade dos atos e afirmou que “a ajuda está a caminho”, sem detalhar que tipo de apoio Washington poderá oferecer.
Como parte da estratégia de pressão diplomática, o presidente norte-americano anunciou a suspensão de todas as reuniões com representantes do governo iraniano. Segundo ele, o diálogo só será retomado quando cessarem o que classificou como “assassinatos sem sentido” de civis durante a repressão aos protestos.
O cenário interno no Irã é descrito por organizações internacionais como alarmante. Relatórios indicam que a violência atingiu níveis extremos, com necrotérios improvisados e sobrecarregados em diversas regiões do país. Uma entidade de direitos humanos com sede nos Estados Unidos estima que ao menos 1.850 manifestantes tenham sido mortos desde o início da repressão, além de mais de 16 mil pessoas detidas pelas forças de segurança.
Pela primeira vez, um representante do próprio governo iraniano reconheceu, em declaração à agência Reuters, que o número de mortos pode chegar a 2 mil. Apesar disso, autoridades de Teerã continuam atribuindo as mortes a supostos grupos “terroristas”, narrativa contestada por observadores internacionais e entidades independentes.
Diante do agravamento da crise, Trump deve se reunir ainda nesta terça-feira com integrantes do alto escalão do governo norte-americano para discutir novas medidas em relação ao Irã. O endurecimento da repressão tem ampliado o isolamento internacional do regime iraniano, enquanto os Estados Unidos sinalizam uma postura cada vez mais ativa no apoio ao movimento oposicionista.
A Casa Branca avalia, simultaneamente, o reforço da pressão diplomática e a adoção de ações mais concretas para oferecer suporte aos manifestantes, num contexto que eleva as tensões geopolíticas e reacende o debate sobre o papel dos EUA em conflitos internos de outras nações.
