Família procura por homem desaparecido em Jundiaí
Por Dircélio Timóteo
A família de Rafael da Silva Barros, de 32 anos, vive dias de angústia desde o desaparecimento do morador de Jundiaí, no interior de São Paulo. Ele não é visto desde o dia 5 de janeiro, e o sumiço ocorreu de maneira considerada incomum pelos familiares, sem avisos prévios ou indícios claros de para onde ele teria ido.
Segundo relatos, Rafael saiu de casa e manteve contato com a esposa pela última vez no dia 9 de janeiro. Na ocasião, informou que estava na estação de Francisco Morato e que seguiria até o Terminal Vila Arens, onde pretendia pegar frutas. Após essa comunicação, ele não voltou a responder mensagens nem fez novas ligações.
De acordo com a família, Rafael enfrentava um quadro de depressão, mas sempre demonstrou lucidez e responsabilidade. Não há histórico de dependência química, e seu passado pessoal e educacional é descrito como exemplar. Ele chegou a receber dois certificados de aluno destaque no município, fato que reforça, segundo os parentes, seu perfil tranquilo e comprometido.
Um boletim de ocorrência foi registrado em Jundiaí, e a polícia deu início aos procedimentos de busca. Até o momento, no entanto, não surgiram informações concretas sobre o paradeiro de Rafael.
O caso ganhou contornos ainda mais preocupantes após a família revelar a existência de áudios e mensagens enviados por ele nos dias que antecederam o desaparecimento. Nos registros, Rafael aparece emocionalmente fragilizado, relatando sensações de medo e a impressão de estar sendo perseguido. Em um dos áudios, ele chega a questionar se poderia “ao menos tomar água”, o que levanta a possibilidade de que estivesse em situação de extrema vulnerabilidade naquele momento.
Desde esse último contato, não houve mais respostas nem sequer a visualização de novas mensagens enviadas por familiares.
A família pede ajuda da população e reforça que qualquer informação que possa contribuir para a localização de Rafael deve ser repassada imediatamente à polícia, pelo telefone 190. O caso segue sob investigação.