Vídeo de criança grávida escancara o drama do casamento infantil no Paquistão
Por Dircélio Timóteo
Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma criança grávida voltou a chocar o mundo e reacendeu o debate sobre o casamento infantil no Paquistão. A cena expõe uma realidade dura, que ainda atinge milhares de meninas, apesar de leis que proíbem essa prática.
Mesmo sendo ilegal, o casamento infantil continua comum, principalmente em áreas rurais e entre famílias pobres. Estimativas apontam que milhões de meninas são obrigadas a se casar antes dos 18 anos, muitas delas antes mesmo dos 15, perdendo a infância e assumindo responsabilidades para as quais não estão preparadas.
A prática é sustentada pela pobreza, falta de acesso à educação, tradições culturais rígidas e falhas no registro de nascimento, o que facilita a fraude de idade e a impunidade.
As consequências são graves. Meninas que engravidam muito cedo enfrentam alto risco de complicações de saúde, como partos perigosos, doenças graves e até morte. Além disso, muitas abandonam a escola, ficam dependentes financeiramente e têm menos chances de mudar sua realidade.
Outro problema é a violência doméstica. Casamentos precoces costumam envolver homens mais velhos e relações desiguais, aumentando os casos de agressões físicas e emocionais.
Em 2025, o Paquistão aprovou uma lei que fixa 18 anos como idade mínima para o casamento, com punições mais duras. Mas, na prática, a lei ainda encontra resistência e nem sempre é cumprida.
👉 O vídeo viral não é um caso isolado. Ele é um alerta urgente sobre uma violação de direitos humanos que continua acontecendo longe dos holofotes — e que precisa ser enfrentada com fiscalização, educação e proteção real às crianças.
