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Ciúmes termina em agressão e reacende alerta para violência contra a mulher na região

Por Dircélio Timóteo

Ciúmes termina em agressão e reacende alerta para violência contra a mulher na região
Ciúmes termina em agressão e reacende alerta para violência contra a mulher na região (Foto: Reprodução)

Uma discussão motivada por ciúmes terminou em agressão e prisão em flagrante em Itatiba. Um homem de 43 anos foi detido acusado de agredir a namorada, de 36, dentro da própria residência. O caso foi registrado como violência doméstica e lesão corporal qualificada por razão de gênero.

Segundo a Polícia Militar, a vítima foi encontrada na via pública, com ferimentos no rosto, e relatou que havia sido agredida pelo companheiro após descobrir mensagens dele com outras mulheres. O suspeito negou as agressões, afirmando que houve apenas uma discussão. Ambos foram levados à delegacia.

Na delegacia, a mulher contou que o relacionamento durava cerca de um ano e que o agressor estava sob efeito de álcool no momento da briga. Durante a discussão, ele teria desferido dois socos em seu rosto, lesões confirmadas por exame médico. Após o ataque, ela conseguiu sair da casa e acionar a polícia. A vítima pediu medidas protetivas por medo de novas agressões.

O delegado responsável pelo plantão decretou a prisão em flagrante e solicitou a conversão em prisão preventiva, destacando a gravidade da conduta e o risco à integridade da vítima. O homem foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde permanece à disposição da Justiça.

Casos semelhantes já foram registrados na região. Em outubro de 2025, uma ocorrência de violência doméstica chamou atenção em Jundiaí. Em março do mesmo ano, outro caso foi registrado em Várzea Paulista. Especialistas e autoridades alertam, porém, que muitos episódios não chegam a ser denunciados e acabam passando despercebidos, o que dificulta o combate efetivo à violência contra a mulher.

Denúncia salva vidas

Mulheres vítimas de violência doméstica podem ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou acionar a Polícia Militar pelo 190