Enquanto grandes siglas perdem força, PT amplia base de filiados no Brasil
Por Dircélio Timóteo
Enquanto a maioria dos grandes partidos perdeu filiados ao longo de 2025, o Partido dos Trabalhadores (PT) seguiu na direção oposta e fechou o ano com crescimento em sua base. Levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a legenda chegou a cerca de 1,67 milhão de filiados, sendo a única de grande porte a registrar avanço no período.
O movimento chama atenção em um cenário de queda geral da participação partidária, especialmente entre siglas do centro e da direita. MDB, PL e União Brasil terminaram o ano com menos inscritos do que tinham no início de 2025.
Mesmo mantendo o maior número absoluto de filiados do país, o MDB foi o partido que mais perdeu nomes no último ano, aprofundando uma tendência de retração observada desde 2018. Já o PL, que havia crescido durante o governo Jair Bolsonaro, mostrou dificuldade para manter o engajamento fora de momentos eleitorais. O União Brasil, resultado da fusão entre DEM e PSL, também registrou recuo e ainda busca consolidar identidade junto ao eleitorado.
Para analistas, os números refletem uma reorganização do sistema partidário brasileiro. O crescimento do PT sugere que ocupar o comando do Executivo federal continua sendo um fator importante para estimular filiações. Em contraste, partidos que dependem mais de estruturas regionais ou de ciclos políticos específicos enfrentam maior desgaste e perda de quadros.
O retrato de 2025 reforça um dado central da política nacional: a fidelização partidária segue baixa, e a força das legendas ainda está fortemente ligada ao momento político e ao poder institucional que exercem.
