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União Brasil e PP podem virar os “reis” do fundo eleitoral em 2026

Por Dircélio Timóteo

União Brasil e PP podem virar os “reis” do fundo eleitoral em 2026
União Brasil e PP podem virar os “reis” do fundo eleitoral em 2026 (Foto: Reprodução)

A união entre o União Brasil e o PP deve mudar o jogo na disputa por recursos públicos para as eleições de 2026. Um estudo aponta que a nova federação, chamada de União Progressista, pode ficar com quase 20% do fundo eleitoral, o maior volume entre todos os partidos.

Na prática, isso significa cerca de R$ 953,6 milhões para financiar campanhas, de um total de R$ 4,9 bilhões previstos no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para o próximo ano.

A projeção foi feita por pesquisadores da Fundação 1º de Maio após a sanção do Orçamento de 2026 pelo presidente Lula. O cálculo leva em conta o tamanho das bancadas no Congresso, principal critério usado para dividir o dinheiro.

Com a federação, União Brasil e PP passariam a liderar o ranking de recursos, deixando para trás partidos tradicionais nesse quesito. O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, ficaria em segundo lugar, com cerca de R$ 886,7 milhões, enquanto o PT teria aproximadamente R$ 619,7 milhões. O PSD aparece logo depois, com R$ 420,8 milhões.

Para que a nova federação possa disputar as eleições, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes do primeiro turno.

O fundo eleitoral foi criado após o STF proibir doações de empresas a campanhas, em 2015. Hoje, apenas pessoas físicas podem contribuir, com limites. Mesmo assim, o modelo segue em debate: uma ação no Supremo pede a volta do financiamento empresarial, sob o argumento de que os recursos públicos são insuficientes e mal distribuídos.

Com informações da CNN Brasil